terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O Vencedor, 2010

Bem vindos de volta, meus patrões.

Dizem por ai que a qualidade de uma bebida é medida pelo tempo que o sabor permanece em sua boca após ter sido engolida, um bom filme é medido pelo tempo em que você fica pensando nele depois de assisti-lo. 

E este filme, meu amigo(a), sem dúvida nenhuma, fez o meu gosto!

Pôster. Fonte: IMDB
O vencedor é não é um filme sobre boxe. Longe disto! Ele utiliza o boxe sim, é claro, afinal de contas, nunca vi um esporte tão explorado em filmes para mostrar superação, mas desculpem-me os críticos, não passou de uma ferramenta para mostrar o quão valeu a pena escrever este roteiro.

Este é, antes de tudo, um filme para te fazer acordar.  

Onde atores coadjuvantes viram protagonistas que te levas a questionar até onde vão os laços. O quão é necessário quebrar paradigmas e chocar opiniões que o mantêm preso, para poder mudar não somente a tua vida, mas de todas as pessoas que estão a tua volta.

Um filme que faz você rir, se indignar, rir de novo para depois vibrar com cada conquista.

Este é um filme de grandes atuações e que vai te manter preso.


Informações relevantes

Esta é uma história real. Lançado em 2010. Um Drama que conta até onde vai a fidelidade à família, a necessidade de descobrir o seu próprio caminho, a influência do apoio (seja ele positivo ou negativo), o quanto ícones podem ser quebrados e o quanto heróis podem surgir do nada.

Os irmãos. IMDB
Teve um orçamento mediano, 25 milhões. E pela simplicidade dos cenários, foi gravado em apenas 33 dias (e antes que você questione como eles conseguiram gastar 25 milhões em 33 dias, eu reforço que foram 33 dias só de gravação! :).

O filme tem 115 minutos (pouco menos de 2 horas). Então dá para assistir com sua esposa(o)/namorada(o)/alguém entre o jantar e a hora de dormir (acredite, foi o que eu fiz).


A história, o roteiro, os personagens e os atores

Christian Bale. Fonte: IMDB
Dicky (interpretado por Christian Bale, 3 prêmios pelo papel) foi um fenômeno do boxe. E para uma cidade do interior, mesmo sem ter se tornado o campão mundial, o fato de ter disputado o título e a proeza de ter derrubado o atual uma vez durante a luta já o coloca em uma posição superior aos que o rodeavam.

Mas como dizia o Tio Bem (do homem-aranha): "com grandes poderes vem grandes responsabilidades".

O peso de não ter ganho, de estar perto e não ter conseguido, o fazem usar crack. Uma personagem assim, que tem que demostrar um "poder" por fora (é o cara mais fantástico do filme), mas colocar no olhar o desespero de não suprir as expectativas, é complicado de ser vivido.

Nota: Eu realmente acredito nas premiações que o Bale recebeu. Primeiro porque ele teve uma mudança brusca fisicamente falando (teve que perder aproximadamente 10 quilos para o papel) e segundo por ter se tornado um cara que saiu do topo para a fossa e que, mesmo sem ser o principal, voltou ao topo no apoio incondicional dado ao irmão.

Mark Wahlberg. IMDB
Já Micky (interpretado por Mark Wahlberg), o irmão mais novo, desde pequeno escolheu ser boxeador, mas carregava o fardo do fracasso do irmão. Sempre a sombra. Sempre esperando um dia poder ter uma oportunidade, mas sem conseguir ganhar lutas e sempre fazendo as mesmas escolhas erradas.

Um cara fiel a família, mas que acabou limitado por ela.

A mãe, Alice Ward (interpretada pela também ganhadora de três prêmios Melissa Leo), empresária do irmão e agora empresária do mais novo, tentava fazer o que fazia e com o que tinha. Ela acreditava no filho, mas acabava o deixando preso onde não gostaria que ele estivesse.

E é nesse ponto que o filme introduz mais um tema a ser debatido. Alguns críticos comentaram o quanto a família o atrapalhava, mas não era o caso. Todos foram educados do mesmo jeito e viviam do mesmo jeito. É uma herança de comportamento que só teve a chance de ser quebrado nesta geração. E foi preciso alguém de fora:

Melissa Leo. IMDB.
Charlene (Amy Adams), uma garçonete de bar, uma bela de uma ruiva. As escolhas de um refletiam as escolhas do outro. E é este "olhar de fora" que se torna a ponte as mudanças sejam feitas (e ela vai ser odiada por isto uma boa parte do filme).

Entrar em mais detalhes sobre a trama vai acabar me fazendo contar coisas que não deveria, mas deixo a mensagem aqui que, apesar de parecer clichê, as cenas são encadeadas e mostram que é possível fazer tudo o que foi feito.

Equipe técnica

Ainda sou muito novo neste negócio de escrever resenhas para comentar sobre a equipe técnica, mas vale ressaltar os caras aqui só pelo excelente trabalho.

Diretor: David O. Russel (foi indicado ao prêmio de melhor diretor)
Roteiristas: Scott Silver, Paul Temasy e Eric Johnson
Coreógrafo das lutas: Ben Bray

Então, vale a pena?

Com toda certeza. É um filme que vai te fazer curtir o momento de estar assistindo. Vai te fazer vibrar com o amadurecimento dos personagens e vai te levar da comédia ao drama durante todo o tempo.

Com certeza é um filme para ver (e nem vai precisar de pipoca para alguma parte chata! :o).

Não tem cenas de nudez (lingerie não é nudez :) ou cenas muito violentas (apesar de mostrar sangue).

Quer comentar sobre o filme ou sobre a crítica, entra em contato pelos comentários.

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